Parece-me que o Estado Americano é too big to fail. Mas também me parece que será too big to bail out. A descida do valor dos títulos do Tesouro é uma certeza. Resta saber quão grande será a queda. Talvez seja a oportunidade de facturar à grande com a crise económica que se avizinha, da mesma forma que com os CDS na bolha imobiliária. A crise que aí vem vai ter uma característica diferente das anteriores: não houve tempo para o boom. Vamos passar de um bust enorme para um bust ainda maior. É sempre difícil fazer previsões temporais, porque o bust pode ser mais ou menos adiado pela Fed (quanto mais se adia, maior é o bust), mas parece-me que nos próximos 2-3 anos os EUA vão passar por sérias dificuldades.
As implicações que o fim do programa de Quantitative Easing II pode ter no mercado de títulos do Tesouro. A Fed tem comprado a quase totalidade da gigantesca dívida do Estado e a sua saída do mercado pode implicar uma grande redução na procura e fazer disparar os yields (baixar os preços das bonds).
A dívida federal americana já atinge os 70%. Há 3 anos era 40%, sendo que a média das últimas décadas é de 37%. A somar a esta dívida estão alguns estados que bem pior que Portugal ou Grécia.
Entretanto, há quem queira reduzir a dívida devido a estar prestes a ser atingido o limite legal. Mas os Democratas querem resolver o problema de outra maneira: aumentanto o limite da dívida. Até ao infinito e mais além!
Para podermos acompanhar o endividamento americano ao segundo, deixo este link (creio que seria uma ideia interessante criar algo semelhante para Portugal e para a Europa):
http://www.usdebtclock.org/index.html
No comments:
Post a Comment