Friday, July 22, 2011

Quem disse que Paul Krugman percebe de economia?

Se não houvesse Paul Krugman, não tinha tanto para escrever neste blog.
Originalmente, o Pacto de Estabilidade e Crescimento previa que os países europeus que quisessem aderir ao Euro poderiam ter no máximo um défice de 3% e dívida de 60% do PIB.
Agora que os países da zona Euro concordaram voltar a ter défices inferiores a 3%, Krugman acha que isso vai fazer com que esses países não tenham crescimento. Alguém explique a este senhor, que já ganhou um Prémio Nobel, que não é bom ter dívidas! Foi graças aos conselhos dele que os EUA saíram do crash das dotcom criando uma bolha no mercado imobiliário. Por sua vez, esta bolha (naturalmente maior que a anterior) rebentou e agora os EUA estão a tentar sair dela contraindo mais dívida, sendo nesta altura o país mais endividado da história! E quer ele que os países europeus com economias saudáveis sigam os seus conselhos, que se resumem a taxas de juro muito baixas, inflação alta, consumo; tudo isto suportado por crédito, muito crédito.
Confesso que este senhor me irrita solenemente, de tão burro que é. Diz-se economista e não percebe uma das coisas mais básicas que há em economia: que é a produção que potencia o consumo e não o contrário. Sinceramente, como é possível que alguém acredite que os Estados precisam de ser altamente deficitários para o país ter uma economia saudável, quando a realidade é precisamente o contrário? Será que ele não percebe que as dívidas têm de ser pagas um dia? Ele que compre muitas obrigações do Tesouro americanas. Deve estar a pedir na rua dentro de uns anos...

Ao deparar-se com o plano de recuperação da zona Euro, nomeadamente com este ponto:
"9. All euro area Member States will adhere strictly to the agreed fiscal targets, improve competitiveness and address macro-economic imbalances. Deficits in all countries except those under a programme will be brought below 3% by 2013 at the latest."

Paul Krugman fez uma das afirmações mais absurdas que eu já tive oportunidade de ler (eu sei, eu só tenho 30 anos):
"OK, so we’re going to demand harsh austerity in the debt-crisis countries; and meanwhile, we’re also going to have austerity in the non-debt-crisis countries.

Plus, the ECB is raising rates.

So demand will be depressed in both crisis and non-crisis economies; this will lead to a vigorous recovery through … what?"

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