Há uns tempos, Angela Merkel dizia o mesmo que o Ministro da Finanças holandês vem agora dizer. O que é certo é que tudo tem sido feito para proteger os credores à custa dos contribuintes europeus, que estão cada vez mais expostos aos erros cometidos pelos governos dos outros países.
Desta vez é o sector bancário que é salvo pelos Estados. Estes bailouts a Grécia, Irlanda e Portugal são um bailout aos bancos com dívida soberana. Os bancos têm de perceber que não podem apenas acumular lucros. Não há sector económico nenhum que não esteja sujeito a perdas. No caso da banca tudo é muito mais promíscuo, porque os bancos apoiam os governos quando estes precisam emprestando-lhes dinheiro (ou, como se diz na gíria jornalística, comprando-lhes dívida). Quando, mais tarde, esses mesmos governos não lhes conseguem pagar de volta aquilo que irresponsavelmente lhes foi emprestado, os bancos cobram o favor e ameaçam com a ruptura do sistema financeiro, forçando os governos a ceder.
http://economia.publico.pt/Noticia/divergencias-entre-o-bce-e-a-ue-agravam-a-crise-da-divida_1498587
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