Sunday, June 19, 2011

Indignado estou eu!

Alguém já percebeu exactamente o que eles querem?

Só percebi que há uma menina prestes a licenciar-se que não tem futuro neste país porque, se conseguir emprego, será precário. Como ela tem direito a um emprego estável assim que sair da faculdade, vai ter de emigrar para um país que provavelmente terá leis menos "protectoras" do emprego.

3 comments:

  1. Eu até não sou contra as pessoas tirarem um curso que gostem mesmo que não tenha saída. É um direito que no nosso país temos de comparticipar com o honorário publico 80 a 90% dessa educação de forma gratuita de acordo com as leis em vigor.

    Contudo a esses jovens todos que se queixam que os cursos não tem saída, deviam fazer duas coisas. Em primeiro lugar, no momento da candidatura ao curso fazer um seminário para explicar o que o futuro da área reserva, as oportunidades, perspectivas etc, assim sabiam de ante mão ao que iam e já não se poderiam queixar da sorte. Em segundo lugar, propocinar um curso de empreendedorismo intensivo de 1 mês para abrir os horizontes as estas mentes bloqueadas que sofreram a vida toda do ultra-proteccionismo dos pais, do estado desta mentalidade portuguesa.

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  2. As duas medidas que sugeres são um dos poucos pontos em que não há consenso entre os Austríacos . Os anarquistas, como Rothbard, defendem que o Estado não tem de fazer rigorosamente nada para "ajudar" a economia, ou seja, decidir qual é o comportamento que melhor serve os interesses de cada um. Esse papel é sempre deixado para o indivíduo. Contudo, Hayek, por exemplo, acreditava que o Estado devia tomar medidas com intenções semelhantes àquelas que tu aqui sugeres, ou seja, não defende o completo laissez-faire mas sim que o Estado pode intervir desde que não faça distribuição de riqueza nem decida onde os recursos são alocados.

    Eu, por princípio, acabo por estar do lado de Von Mises e achar que quanto menos o Estado fizer melhor. Cabe aos futuros alunos universitários informarem-se antes de se inscreverem num curso e se queixarem de que o curso não tem saídas profissionais. O estado não tem o direito de forçar os alunos a fazerem seminários antes de entrarem para a universidade nem cursos de empreendedorismo. Quando muito, pode fazer campanhas de sensibilização para que os jovens se informem antes de escolher o curso que pretendem seguir.

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  3. Pois concordo com uma boa parte, eu nunca disse obrigatório a nada e se pensarmos bem as duas medidas que disse já existem. As boas universidades em portugal fazem seminários para cativar os bons alunos e dizem quais as perspectivas de mercado e as suas necessidades futuras, claro que para os cursos de menor valor nada disto ocorre.
    Em relação à componente de empreendorismo existem organismos que apoiam e ensinam a maturar ideias e a fazer planos de negócios para essas mesmas ideias.

    A minha questão é mais com a nossa cultura, se os pais em vez de protegerem os miúdos e gostarem de os ter por casa até aos 30, se apoiassem que os jovens aos 16 anos começassem a ter um part-time e serem mais independentes como acontece noutras culturas o outcome seria bem diferente. Ainda por cima temos sempre na nossa mente que o Pai Estado tem que ser a salvação de tudo ... quando a sua função é regular e garantir os serviços mínimos na area da segurança, educação saude ...

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