
Os EUA continuam a financiar a energia solar como se não houvesse amanhã.
A energia é um bem indiferenciado e a energia solar custa 5 vezes mais que a energia mais barata. Logo, o sector das energias renováveis só é rentável com subsídios, o que é equivalente a dizer que não é rentável. Contudo, os privados aproveitam esta belíssima oportunidade para ganhar dinheiro, o que é perfeitamente natural. O problema é que não vão ganhar dinheiro produzindo algo que o mercado está disposto a comprar e que eles conseguem vender com lucro. Os lucros virão exclusivamente dos bolsos do Estado, que decidiu de forma arbitrária que este sector precisa de ser apoiado.
Note-se que eu não excluo que as energias renováveis possam vir a ter um papel determinante na produção de energia no futuro. Com os preços dos combustíveis fósseis a aumentar e com os ganhos de eficiência que se espera que se consigam nas energias renováveis, estas poderão vir a ser uma alternativa ou até uma primeira escolha. Mas isso é no futuro, se e quando forem efectivamente mais competitivas que as outras energias. Querer forçar a aposta nas renováveis é um completo desperdício de dinheiro em que só há um vencedor: quem fica com os subsídios.
Os Estados têm de deixar de ser interventivos, pois isso acarreta várias desvantagens. Primeiro, o Estado não costuma ser bom a identificar oportunidades de negócio - essa é competência dos empreendedores. Segundo, o facto de o Estado distribuir subsídios e decidir vencedores faz com que surja um conjunto de empresários menos escrupulosos a fazer pressão sobre o Estado para que este apoie os sectores em que estão envolvidos, de forma a poderem recolher os preciosos subsídios, com o acréscimo de corrupção que daí advém. Terceiro, cria uma situação de injustiça para aqueles que não recebem subsídios e que têm de competir com quem recebe subsídios. Por fim, os consumidores/contribuintes nem se apercebem de quanto os produtos subsidiados efectivamente lhe custam.
"o Secretário do Interior de Obama, Ken Salazar, congratulou-se com o "maior projecto mundial" de produção de energia solar (1000 megawatts), no estado da Califórnia, que se prevê estar concluído em 2013, e que goza de um aval estatal sobre empréstimos de 2,1 mil milhões de euros."
"entre a fonte mais cara (a solar) e a mais barata (gás natural e ciclo combinado) a diferença é de cinco vezes mais!!!"
http://espectadorinteressado.blogspot.com/2011/06/25-anos-de-obamanomics.html
No comments:
Post a Comment