Alguém já percebeu exactamente o que eles querem?
Só percebi que há uma menina prestes a licenciar-se que não tem futuro neste país porque, se conseguir emprego, será precário. Como ela tem direito a um emprego estável assim que sair da faculdade, vai ter de emigrar para um país que provavelmente terá leis menos "protectoras" do emprego.
Eu até não sou contra as pessoas tirarem um curso que gostem mesmo que não tenha saída. É um direito que no nosso país temos de comparticipar com o honorário publico 80 a 90% dessa educação de forma gratuita de acordo com as leis em vigor.
ReplyDeleteContudo a esses jovens todos que se queixam que os cursos não tem saída, deviam fazer duas coisas. Em primeiro lugar, no momento da candidatura ao curso fazer um seminário para explicar o que o futuro da área reserva, as oportunidades, perspectivas etc, assim sabiam de ante mão ao que iam e já não se poderiam queixar da sorte. Em segundo lugar, propocinar um curso de empreendedorismo intensivo de 1 mês para abrir os horizontes as estas mentes bloqueadas que sofreram a vida toda do ultra-proteccionismo dos pais, do estado desta mentalidade portuguesa.
As duas medidas que sugeres são um dos poucos pontos em que não há consenso entre os Austríacos . Os anarquistas, como Rothbard, defendem que o Estado não tem de fazer rigorosamente nada para "ajudar" a economia, ou seja, decidir qual é o comportamento que melhor serve os interesses de cada um. Esse papel é sempre deixado para o indivíduo. Contudo, Hayek, por exemplo, acreditava que o Estado devia tomar medidas com intenções semelhantes àquelas que tu aqui sugeres, ou seja, não defende o completo laissez-faire mas sim que o Estado pode intervir desde que não faça distribuição de riqueza nem decida onde os recursos são alocados.
ReplyDeleteEu, por princípio, acabo por estar do lado de Von Mises e achar que quanto menos o Estado fizer melhor. Cabe aos futuros alunos universitários informarem-se antes de se inscreverem num curso e se queixarem de que o curso não tem saídas profissionais. O estado não tem o direito de forçar os alunos a fazerem seminários antes de entrarem para a universidade nem cursos de empreendedorismo. Quando muito, pode fazer campanhas de sensibilização para que os jovens se informem antes de escolher o curso que pretendem seguir.
Pois concordo com uma boa parte, eu nunca disse obrigatório a nada e se pensarmos bem as duas medidas que disse já existem. As boas universidades em portugal fazem seminários para cativar os bons alunos e dizem quais as perspectivas de mercado e as suas necessidades futuras, claro que para os cursos de menor valor nada disto ocorre.
ReplyDeleteEm relação à componente de empreendorismo existem organismos que apoiam e ensinam a maturar ideias e a fazer planos de negócios para essas mesmas ideias.
A minha questão é mais com a nossa cultura, se os pais em vez de protegerem os miúdos e gostarem de os ter por casa até aos 30, se apoiassem que os jovens aos 16 anos começassem a ter um part-time e serem mais independentes como acontece noutras culturas o outcome seria bem diferente. Ainda por cima temos sempre na nossa mente que o Pai Estado tem que ser a salvação de tudo ... quando a sua função é regular e garantir os serviços mínimos na area da segurança, educação saude ...